Transformando o computador num aliado
E não estou falando de Google. As previsões de Ray Kurzweil para a humanidade nas próximas (poucas) dezenas de anos são inquietantes, para dizer o mínimo.
E não estou falando de Google. As previsões de Ray Kurzweil para a humanidade nas próximas (poucas) dezenas de anos são inquietantes, para dizer o mínimo.
Cada vez mais pensadores de alto nível se detêm na avaliação do futuro próximo da humanidade. Nos artigos anteriores apresentei uma maneira simples de visualizar as relações entre o tempo passado pela humanidade na Terra e alguns eventos importantes, incluindo uma teoria amplamente aceita, a do big bang.
O “relógio do tamanho da Terra” despertou alguma perplexidade, e o comentário sobre extraterrestres também intrigou todos os meus (2) leitores.
Quanto ao “relógio”, está claro que não seria possível a construção física de um tal equipamento. Trata-se de um “experimento mental”, uma idealização que poderia “existir” em um “universo paralelo” – ou simplesmente na imaginação do escritor (e do leitor sintonizado).
De qualquer maneira, ele é útil para dar uma ideia da ordem de grandeza do tempo transcorrido desde o início do universo até hoje: um ponteiro se deslocando a 1 milímetro por ano teria percorrido 15 mil quilômetros.
Profissionais, religiosos, especialistas em geral costumam formar “tribos”, com ideias elaboradas ao longo de muito tempo. Cientistas são muito bons nisso, e posso garantir porque eu mesmo sou cientista por formação. Não exerço ciência, acabei me envolvendo com uma espécie de “arquitetura do outro mundo”, a arquitetura virtual, arquitetura da informação. Esse envolvimento tem me mostrado como estão distantes o arquiteto virtual, o mestre de obras virtual e o pedreiro virtual.
Conhecimento é hoje um importante patrimônio e, como todo patrimônio, sujeito a leis que podem tornar seus detentores “pobres” ou “ricos”. E, tal como o dinheiro, a circulação do conhecimento precisa de velocidade e eficiência.
O primeiro estudo a procurar determinar o impacto da pesquisa na internet, amplamente dominada pelo Google, sobre o desempenho cerebral, concluiu que ocorrem diferenças na maneira de funcionar do cérebro de pessoas adultas e idosas habituadas à pesquisa na internet em relação às pessoas sem este hábito.