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	<title>Cérebro e Ciência</title>
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		<title>Como melhorar a eficiência da sua comunicação em 20%</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 16:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Idiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Inglês]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecimento é hoje um importante patrimônio e, como todo patrimônio, sujeito a leis que podem tornar seus detentores &#8220;pobres&#8221; ou &#8220;ricos&#8221;. E, tal como o dinheiro, a circulação do conhecimento precisa de velocidade e eficiência.
Explico: ao utilizar um certo número de unidades de informação para transmitir ou receber dados, se a linguagem utilizada é mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conhecimento é hoje um importante patrimônio e, como todo patrimônio, sujeito a leis que podem tornar seus detentores &#8220;pobres&#8221; ou &#8220;ricos&#8221;. E, tal como o dinheiro, a circulação do conhecimento precisa de velocidade e eficiência.</p>
<p><span id="more-27"></span>Explico: ao utilizar um certo número de unidades de informação para transmitir ou receber dados, se a linguagem utilizada é mais eficiente, conseguirá concentrar mais conhecimento em menos palavras. Portanto, está melhor quem consegue obter &#8220;mais&#8221; conhecimento com &#8220;menos&#8221; palavras.</p>
<p>Em algum tempo trabalhando com tradução, pude observar uma tendência sistemática do texto em inglês se tornar aproximadamente 20% maior quando passado para o português. Minhas áreas de atuação foram quase sempre técnicas, o que de antemão não me permite afirmar que qualquer tipo de texto vai ficar maior.</p>
<p>Ainda assim, com a amplitude de aplicação da tecnologia na atualidade, acredito que há um sensível incremento na eficiência da comunicação ao usar o inglês. Este idioma se aproximou, na prática, do ideal de Zamenhof ao criar o Esperanto. O acesso às fontes é quase sempre garantido para quem entende inglês.</p>
<p><strong>Short answer: learn English!</strong></p>
<p>Uma tentação para quem ainda não chegou a este ponto é a tecnologia de tradução automática (exemplo: http://translate.google.com/ ). É quase certo que esta tecnologia se aproxime rapidamente da habilidade de um tradutor humano; afinal, os seres humanos levaram 100 mil anos para chegar ao que são hoje, e os computadores existem há poucas dezenas de anos. E a tecnologia ainda não chegou lá, pelo menos comercialmente, dada a dificuldade de representar contextos de modo que os computadores &#8220;entendam&#8221;.</p>
<p>Quem domina o inglês pelo menos suficientemente bem para receber informações atualizadas e estudar na própria área de atuação tem vantagem competitiva. Além do mais, atrevo-me a extrapolar o raciocínio da eficiência da comunicação para a capacidade de armazenagem do cérebro: será possível armazenar mais informações em menos espaço?</p>
<p>O que é preciso para &#8220;aprender inglês&#8221;? O professor Michael Jacobs afirma <a href="http://www.englishexperts.com.br/2006/11/19/quanto-tempo-e-necessario-para-aprender-ingles/" target="_blank">neste artigo</a> que &#8220;qualquer pessoa pode aprender inglês em 1.200 horas de estudo&#8221;. Isto quer dizer 8 anos para quem estuda 1 hora e meia, duas vezes por semana. Mas também quer dizer 2 anos para quem tem contato e aplica o idioma 2 horas por dia.</p>
<p>Observe que não estamos falando em fazer cursos, mas em ter estudar e ter contato com o idioma. Quem viaja ao exterior e trabalha ou estuda terá talvez de 8 a 10 horas diárias de contato com o idioma, em 3 meses aprenderá o que um aluno de um bom curso de idiomas aprende em alguns anos.</p>
<p><strong>Estudo autodidata</strong></p>
<p>Quem estuda por conta própria sem sair do país e tem tempo disponível tinha apenas parte do que era necessário, até algum tempo atrás. Em outubro de 2006 Alessandro Brandão, estudante de Informática e Administração transformou seu hobby em um blog, o <a href="http://www.englishexperts.com.br/" target="_blank">English Experts</a>. Outras pessoas gostaram da idéia e o EE foi crescendo, tornou-se um grande ponto de encontro, vivo e dinâmico, onde é possível encontrar dicas, respostas e idéias para um aprendizado natural, talvez não tão bom quanto uma estada num país de língua inglesa mas certamente bem melhor do que uma ou duas aulas semanais.</p>
<p>E o EE acumulou alguns números impressionantes: 700 artigos, 2.500 participantes no fórum, 26.000 assinantes entre RSS e email. O meu trabalho me obriga a contactar estrangeiros, falantes nativos ou não do inglês, e uma das melhores ferramentas que achei para manter e melhorar a conversa foi o site do Alessandro. Pelo menos duas ou três vezes por dia me supreendo abrindo o prático tradutor e aproveitando para olhar um ou outro assunto, praticar mais um pouco&#8230;</p>
<p>Aconselho enfaticamente a quem precisa aprender e praticar o inglês sem sair do Brasil a acrescentar o English Experts nas suas referências. Para começar, experimente <a href="http://www.englishexperts.com.br/2007/05/29/autodidata-em-ingles-parte-i/" target="_blank">esta pequena série sobre o estudo autodidata do inglês</a>, e bom proveito!</p>
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		<title>O que o Google está fazendo com nossos cérebros?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 12:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desempenho mental]]></category>
		<category><![CDATA[Plasticidade cerebral]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro estudo a procurar determinar o impacto da pesquisa na internet, amplamente dominada pelo Google, sobre o desempenho cerebral, concluiu que ocorrem diferenças na maneira de funcionar do cérebro de pessoas adultas e idosas habituadas à pesquisa na internet em relação às pessoas sem este hábito.
O chefe da pesquisa, Dr. Gary Small (Universidade da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro estudo a procurar determinar o impacto da pesquisa na internet, amplamente dominada pelo Google, sobre o desempenho cerebral, concluiu que ocorrem diferenças na maneira de funcionar do cérebro de pessoas adultas e idosas habituadas à pesquisa na internet em relação às pessoas sem este hábito.</p>
<p><span id="more-1"></span>O chefe da pesquisa, Dr. Gary Small (Universidade da Califórnia, EUA), já tinha determinado anteriormente a existência de uma diferença funcional entre os cérebros de adultos de mais idade e os nascidos na &#8220;era da Internet&#8221;, que ele chama respectivamente de &#8220;imigrantes digitais&#8221; e &#8220;nativos digitais&#8221;.</p>
<p><strong>Idosos mais espertos?&#8230;</strong></p>
<p>A pesquisa foi feita comparando a atividade cerebral em 24 indivíduos com idade entre 55 e 76 anos. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, de habituados e de não-habituados à pesquisa na internet. Primeiro foram observados os padrões cerebrais durante a leitura de um livro. Ambos os grupos tiveram o mesmo resultado, com uso das regiões que controlam a linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.</p>
<p>Na etapa seguinte, foram feitas observações durante pesquisas na internet. O grupo de &#8220;novatos&#8221; na pesquisa teve padrões similares aos da leitura de um livro, mas o grupo de usuários habituais de mecanismos de busca usaram regiões do cérebro que se encarregam de tomada de decisões e raciocínios complexos.</p>
<p><center><a href="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2008/11/compara.jpg"><img src="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2008/11/compara.jpg" alt="" title="Ressonância magnética mostrando a diferença entre os grupos" width="500" height="226" class="aligncenter size-full wp-image-25" /></a><br />
<small>Imagens de ressonância magnética funcional (functional magnetic resonance imaging &#8211; fMRI)</small></center><br />
O objetivo do estudo foi comprovar a possibilidade de manter e melhorar o funcionamento do cérebro em idosos, mas esta conclusão tem relação com a Plasticidade Cerebral, uma propriedade do cérebro de se adequar aos estímulos, propriedade que permanece durante toda a vida e não apenas em pessoas bem jovens.</p>
<p>Detalhes sobre o estudo estão no livro &#8220;iBrain: Surviving the Technological Alteration of the Modern Mind&#8221;. Se você estuda o assunto e entende inglês, pode comprar o livro na Amazon:<br />
<center><br />
<iframe src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=encontrar-20&#038;o=1&#038;p=8&#038;l=as1&#038;asins=0061340332&#038;fc1=000000&#038;IS2=1&#038;lt1=_blank&#038;m=amazon&#038;lc1=0000FF&#038;bc1=000000&#038;bg1=FFFFFF&#038;f=ifr" style="width:120px;height:240px;" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0"></iframe><br />
</center><br />
<strong>&#8230;ou todos mais &#8220;estúpidos&#8221;?</strong></p>
<p>Existem diferentes opiniões publicadas sobre o que pode estar ocorrendo. Em uma delas, o autor Nicholas Carr questiona se o Google estará nos tornando &#8220;estúpidos&#8221;, a partir de observações em si próprio. Anteriormente capaz de longas leituras concentradas, Nicholas declara não ser mais capaz de seguir uma linha de raciocínio e realmente se concentrar em uma leitura por mais de duas ou três páginas &#8211; o que antes achava fácil.</p>
<p>Ele compara com o que aconteceu a Friedrich Nietzsche em 1882, quando a diminuição da visão foi compensada pelo uso de uma máquina de escrever, que depois de dominada permitia que ele escrevesse de olhos fechados. Um compositor gráfico amigo de Nietzsche comentou que seu texto tinha se tornado mais tenso, mais &#8220;telegráfico&#8221;.</p>
<p>O autor menciona ainda o que interpreta como sendo uma &#8220;reprogramação&#8221; de circuitos neurais e citando Marshall McLuhan, que dizia que a mídia não consiste em canais passivos de informação: ela provê o conteúdo do pensamento, mas também modela o processo de pensamento.</p>
<p>O estudo da Universidade da Califórnia chama mais a atenção para o benefício da &#8220;ginástica cerebral&#8221; para idosos, através do uso dos mecanismos de busca.</p>
<p>Sem dúvida ambas as interpretações são possíveis, e talvez o tempo mostre uma convergência: nem tanto ao mar, nem tanto à terra&#8230;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p><a href="http://www.comvidaaprender.com.br/curso-plasticidade-cerebral/" target="_blank">Plasticidade Cerebral &#8211; Curso em Belo Horizonte, 28 e 29/11/2008</a></p>
<p>http://www.comvidaaprender.com.br/curso-plasticidade-cerebral/</p>
<p>UCLA study finds that searching the Internet increases brain function</p>
<p>http://www.uclahealth.org/body.cfm?id=403&#038;action=detail&#038;ref=1100</p>
<p>Is Google Making Us Stupid?<br />
Nicholas Carr</p>
<p>http://www.theatlantic.com/doc/200807/google</p>
<p>Are Our Brains Becoming &#8220;Googlized?&#8221;&#8230;</p>
<p>http://lo.karloba.at/postcomments-tid-5197.htm</p>
<p>Como aprender inglês sozinho</p>
<p>http://www.englishexperts.com.br/2007/05/29/autodidata-em-ingles-parte-i/</p>
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