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	<title>Cérebro e Ciência</title>
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		<title>Transformando o computador num aliado</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 22:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Organização da informação]]></category>

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		<description><![CDATA[E não estou falando de Google. As previsões de Ray Kurzweil para a humanidade nas próximas (poucas) dezenas de anos são inquietantes, para dizer o mínimo. A lei de Moore, prevendo que o poder de processamento das máquinas, mantido um dado preço, iria dobrar a cada 18 meses, tem se confirmado ano após ano. Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E não estou falando de Google. As previsões de Ray Kurzweil para a humanidade nas próximas (poucas) dezenas de anos são inquietantes, para dizer o mínimo.</p>
<p><span id="more-53"></span>A lei de Moore, prevendo que o poder de processamento das máquinas, mantido um dado preço, iria dobrar a cada 18 meses, tem se confirmado ano após ano. Quem se lembra da historinha de Malba Tahan &#8211; o &#8220;homem que calculava&#8221; falando sobre o matemático que pediu um pagamento incomum para um problema resolvido vai entender isso direitinho.</p>
<p>Para quem não se lembra da historinha, é simples: o matemático pediu o pagamento em grãos de trigo dispostos em um tabuleiro de xadrez. Um grão no primeiro quadrinho, dois no segundo, quatro no terceiro, dobrando o número a cada quadrinho (2 elevado à 64ª potência&#8230;). O rei se indignou e mandou que calculassem e pagassem rapidamente o que interpretou como brincadeira de mau gosto. Os &#8220;matemáticos&#8221; a seu serviço descobriram rapidinho que mesmo que a Terra fosse toda coberta de plantações de trigo seria impossível atender o pedido.</p>
<p>Aplicando isto à progressão do poder computacional, Ray Kurzweil estima que por volta de 2050 os pequenos computadores equivalentes aos compráveis hoje em lojas de informática poderão ser um bilhão de vezes mais inteligentes do que um ser humano.</p>
<p>A tríade nanotecnologia &#8211; robótica &#8211; genética parece estar se preparando a largos passos para confirmar as mais atrevidas previsões, e algumas tentativas já foram feitas com implantes de máquinas em seres humanos. Algumas próteses já representam vantagem desleal para os &#8220;deficientes&#8221;, e a extensão da inteligência com &#8220;próteses cerebrais&#8221; parece cada vez mais próxima.</p>
<p>Ou seja: ou as máquinas desenvolvem um poder paralelo capaz de desafiar a inteligência humana ou os humanos continuam usando as máquinas em seu benefício, adaptando recursos para pensar mais e melhor. Mesmo sem uma interface direta com o cérebro, hoje já seria praticamente impossível para qualquer pessoa concorrer em uma disputa de conhecimentos se o adversário simplesmente tivesse acesso à internet.</p>
<p>Ainda não estamos falando da &#8220;singularidade&#8221;, um fenômeno relacionado à evolução tecnológica e que possivelmente tornará o funcionamento do mundo incompreensível para os seres humanos em algum momento talvez bem próximo, coisa de 20 a 30 anos.</p>
<p>Seja como for, a necessidade de &#8220;turbinar&#8221; a capacidade cerebral já existe. Coisas que a escola antiga desprezava, como a &#8220;cola&#8221;, ressurgem no mundo moderno com novas roupagens: leia-se &#8220;trabalho colaborativo&#8221;, &#8220;redes sociais&#8221;, &#8220;pesquisa na internet&#8221;.</p>
<p>Após alguns anos de observações, posso dizer hoje que existem alguns recursos computacionais já bastante úteis e que podem nos ajudar e preparar para todas estas incertezas, gerenciando melhor o turbilhão de informações que só faz aumentar. Dentre eles pretendo falar sobre características e benefícios de três:</p>
<p>- SuperMemo<br />
- FreeMind<br />
- Personal Brain</p>
<p>São produtos diferentes, todos com versões gratuitas que podem ser experimentadas por quem sintonize com as vantagens que identifiquei neles e que considero importantes.</p>
<p>Preparei um pequeno resumo das características dos três, eventualmente explicarei em detalhes por que eles são tão importantes. O SuperMemo é um programa que coleta informações para incrementar o aprendizado utilizando características do aprendizado humano da melhor maneira. Ele armazena e gerencia as informações aprendidas pelo seu usuário, e faz recapitulações, perguntas, divisão de matérias de um modo tal que praticamente garante a retenção de até 90% do material aprendido, em alguns casos até mais.</p>
<p>O FreeMind é um programa para elaboração de mapas mentais, os &#8220;mind maps&#8221;, outro recurso capaz de melhorar o aprendizado, mas ele pode ser usado para diversas outras aplicações. Por exemplo, o usuário pode criar sua própria versão de um curso, ligando pontos da rede ao que quiser, como arquivos no computador, sites internet, emails.</p>
<p>Finalmente, o Personal Brain é uma evolução dos mapas mentais, permite armazenar e recuperar informações de um modo muito parecido com o funcionamento de um cérebro humano. Dito assim parece pouco, mas é assunto para muitas conversas! E para mim, ele cumpre muito mais do que promete.</p>
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		<title>O que aguarda a humanidade?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 02:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia e psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada vez mais pensadores de alto nível se detêm na avaliação do futuro próximo da humanidade. Nos artigos anteriores apresentei uma maneira simples de visualizar as relações entre o tempo passado pela humanidade na Terra e alguns eventos importantes, incluindo uma teoria amplamente aceita, a do big bang. Apresentei o &#8220;relógio do tamanho da Terra&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais pensadores de alto nível se detêm na avaliação do futuro próximo da humanidade. Nos artigos anteriores apresentei uma maneira simples de visualizar as relações entre o tempo passado pela humanidade na Terra e alguns eventos importantes, incluindo uma teoria amplamente aceita, a do big bang.</p>
<p><span id="more-47"></span>Apresentei o &#8220;relógio do tamanho da Terra&#8221; &#8211; um &#8220;ponteiro&#8221; imaginário se deslocando a 1 milímetro por ano a partir do polo Norte da Terra quando do início do &#8220;big bang&#8221;, e que hoje estaria na altura de Comodoro Rivadávia, na Argentina. É impressionante constatar que a grande maioria dos humanos vivos hoje não existia quando o &#8220;ponteiro&#8221; estava a apenas 10 centímetros de sua posição atual.</p>
<p>No artigo seguinte escrevi um pouco sobre a grande dificuldade prática de encontrarmos extraterrestres &#8211; lembrando que o problema seria equivalente para eles ao que é para nós. Super naves capazes de viajar a 300 mil quilômetros por hora poderiam viajar por 50 mil anos sem chegar sequer a sair da nossa galáxia.</p>
<p>Chegou a hora de começar a passar da filosofia à prática, considerando dois fatores:</p>
<p>	- as gigantescas quantidades de informação geradas a cada momento pela humanidade;<br />
	- o crescimento dessa informação, cada vez mais acelerado.</p>
<p>Boa parte das áreas de conhecimento humano estão sendo levadas a reboque pela tecnologia da informação. O crescimento exponencial desta tem influenciado fortemente as demais, com resultados que permitem prever um fenômeno inédito: a &#8220;singularidade&#8221;. A ideia é que a rápida evolução dos recursos de processamento indicam a ocorrência de um salto extremamente abrupto e rápido em algum momento &#8211; provavelmente entre 2015 e 2050 -, a partir do qual a compreensão dos eventos e do desenvolvimento da humanidade se tornarão impossíveis para os seres humanos.</p>
<p>A &#8220;lei de Moore&#8221;, apesar de ter diversas interpretações possíveis, pode ser superficialmente entendida como a duplicação do desempenho dos computadores a cada dois anos. Isto é suficiente para perceber que, como na história da duplicação dos grãos de trigo a cada quadrinho de um tabuleiro de xadrez, em um dado momento a duplicação levará a um resultado inacreditável para quem pensa somente nos primeiros passos.</p>
<p>Algumas tecnologia parecem carregar uma grande responsabilidade no desenvolvimento próximo da humanidade: nanotecnologia, genética e robótica. Todas elas, e até a simples possibilidade de passar incolumemente por um momento tão importante na história, demandam o uso eficiente de grandes quantidades de informação.</p>
<p>Na verdade, a ocorrência da singularidade parece inevitável. A dúvida não é mais se irá ocorrer, mas quando. Já se prevêem computadores com capacidade de processamento semelhante à de um cérebro humano em 20 ou 30 anos. Em 50 anos a capacidade de uma única dessas máquinas poderá equivaler a toda a inteligência humana hoje existente.</p>
<p>Infelizmente, com tão grande poder, as perspectivas são um tanto assustadoras. A humanidade tem conseguido indiscutíveis avanços, mas sempre às custas de preços nem sempre fáceis de pagar. É fácil perceber que a destruição é muito mais barata, fácil e rápida do que a construção.</p>
<p>Então, para onde caminhar? O que aguarda a humanidade? Não há caminhos definidos, regras escritas, possibilidades inalteradas. O que percebemos cada vez com maior clareza é que será necessário, entre outras coisas:<br />
	- aprender a lidar com as quantidades crescentes de informações<br />
	- aprender a viver em um mundo que pode e vai mudar muito e com muita rapidez<br />
	- aprender a entender e conviver com essa nova realidade.</p>
<p>Ou seja: teremos muito material para trabalhar&#8230; vamos começar com as ferramentas hoje disponíveis e que podem nos ajudar nos primeiros passos.</p>
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		<title>Extraterrestres &#8211; por que são tão difíceis de achar?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 14:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia e psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O &#8220;relógio do tamanho da Terra&#8221; despertou alguma perplexidade, e o comentário sobre extraterrestres também intrigou todos os meus (2) leitores. Quanto ao &#8220;relógio&#8221;, está claro que não seria possível a construção física de um tal equipamento. Trata-se de um &#8220;experimento mental&#8221;, uma idealização que poderia &#8220;existir&#8221; em um &#8220;universo paralelo&#8221; &#8211; ou simplesmente na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;relógio do tamanho da Terra&#8221; despertou alguma perplexidade, e o comentário sobre extraterrestres também intrigou todos os meus (2) leitores.</p>
<p>Quanto ao &#8220;relógio&#8221;, está claro que não seria possível a construção física de um tal equipamento. Trata-se de um &#8220;experimento mental&#8221;, uma idealização que poderia &#8220;existir&#8221; em um &#8220;universo paralelo&#8221; &#8211; ou simplesmente na imaginação do escritor (e do leitor sintonizado).</p>
<p>De qualquer maneira, ele é útil para dar uma ideia da ordem de grandeza do tempo transcorrido desde o início do universo até hoje: um ponteiro se deslocando a 1 milímetro por ano teria percorrido 15 mil quilômetros.</p>
<p><span id="more-41"></span>Desde que os dinossauros deixaram de existir o ponteiro &#8220;percorreu&#8221; uns 65 km. Do surgimento da humanidade até hoje teria havido um deslocamento de uns 200 metros; do tempo de Jesus Cristo até hoje foram apenas 2 metros.</p>
<p>A imensa maioria dos humanos vivos hoje não teria testemunhado um deslocamento do ponteiro de sequer 10 cm. O que representa esse deslocamento numa grande viagem interestelar?</p>
<p>Há algum tempo vi uma reportagem declarando que foram encontrados sinais de um planeta similar à Terra a &#8220;apenas&#8221; 20 anos luz. Falarei sobre o que me ocorreu ao pensar neste &#8220;apenas&#8221; em instantes. Antes disso, vamos voltar ao &#8220;experimento mental&#8221; para avaliar a viabilidade de humanos virem a fazer &#8220;viagens&#8221; no estilo &#8220;Jornada nas Estrelas&#8221;. Nos filmes há soluções simples &#8211; como as dobras espaciais warp &#8211; para os tremendos problemas que surgem com as distâncias. Ou hipotéticas viagens a velocidades acima da velocidade da luz, ou campos de propagação de dados (comunicação) também capazes de superar aquela velocidade.</p>
<p>Ora, na prática não temos ideia de como fazer naves espaciais andarem muito mais rápido que uns 30 mil km por hora. Para facilitar, digamos que seja possível fazer uma nave tripulada chegar a 10 vezes mais que isso, ou 300 mil km por hora.</p>
<p>Suficiente para chegar da Terra à Lua em 1 hora. Naturalmente não saindo da Terra, acelerando ao máximo e desacelerando ao se aproximar da Lua, pois as variações de velocidade seriam fatais para seres vivos, sem contar as dificuldades técnicas, pois nossas viagens espaciais não são feitas desta maneira. É preciso usar campos gravitacionais para ajudar na aceleração e na frenagem, tudo calculado com precisão muito grande.</p>
<p>Agora vamos extrapolar o experimento, para verificar como poderia ser a ocupação do universo por seres humanos. Pra começo de conversa, nossas super naves capazes de andar a 300 mil quilômetros por hora seriam 3.600 vezes mais lentas que a luz.</p>
<p>Para chegar até aquele planeta próximo, a apenas 20 anos luz, demorariamos 20 x 3.600 anos, ou 72.000 anos. Começa a parecer que a &#8220;ocupação do universo&#8221; não vai ser tão simples&#8230; afinal, no universo observável há 170 bilhões de galáxias, e se cada uma tiver o mesmo número de estrelas que a Via Láctea fica cada vez mais difícil imaginar: calcula-se que haja entre 200 e 400 bilhões de estrelas na nossa galáxia.</p>
<p>Bom, então a hipotética &#8220;conquista do universo&#8221; aparece agora um pouco mais claramente: se todos os seres humanos vivos hoje tivessem saído da Terra quando os seres humanos começaram sua história mais remota conhecida (uns 200 mil anos, ou 200 quilômetros de deslocamento do ponteiro do nosso grande relógio), cada um incumbido de cuidar de quase 30 galáxias (170 bilhões de galáxias divididas por 6 bilhões de humanos), ainda não teriam sequer saído da Via Láctea, nem com as tais supernaves capazes de voar a 300 mil km por hora.</p>
<p>Tornar a tarefa mais humilde não adianta muito: se em vez de galáxias cada ser humano fosse cuidar de algumas estrelas dentro da Via Láctea, seriam de 30 a 60 estrelas por ser humano, mas os 200 mil anos andando a 300 mil km por hora não teriam sido suficientes para levar os intrépidos aventureiros a percorrer sequer 1 milésimo do raio da galáxia.</p>
<p>E os extraterrestres? Arbitrando que a chance de se desenvolver uma civilização razoável em um sistema solar seja de 1 em 1 bilhão, talvez estejamos coexistindo com umas 200 a 400 civilizações na nossa galáxia. O tempo para uma delas alcançar outra estaria na faixa dos 50 mil anos.</p>
<p>Algumas conclusões: primeira, algumas dessas civilizações podem estar contactando outras por mecanismos de comunicação baseados em ondas eletromagnéticas, mas a capacidade técnica de deslocamentos dessa ordem provavelmente se daria em civilizações cujos interesses seriam significativamente diferentes dos humanos.</p>
<p>Segunda, se recebermos sinais eletromagnéticos de civilizações similares à nossa que tenham surgido em outras partes da Via Láctea, galáxia com 100 mil anos-luz de diâmetro, saberemos que tais civilizações tinham capacidade técnica similar à humana atual enquanto nossos ancestrais descobriam o fogo. Se não temos ideia do que espera os seres humanos para os próximos 5 a 10 centímetros de deslocamento do ponteiro daquele relógio imaginário, o que esperar de civilizações que já estavam avançando com o &#8220;ponteiro&#8221; a 100 metros no passado?</p>
<p>Aliás, esse pequeno deslocamento do ponteiro no futuro traz consigo a possibilidade de ser a era mais decisiva na história da humanidade, o que pode acontecer e como lidar com isso são os próximos assuntos&#8230;</p>
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		<title>O relógio do tamanho da Terra</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 00:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia e psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Profissionais, religiosos, especialistas em geral costumam formar &#8220;tribos&#8221;, com ideias elaboradas ao longo de muito tempo. Cientistas são muito bons nisso, e posso garantir porque eu mesmo sou cientista por formação. Não exerço ciência, acabei me envolvendo com uma espécie de &#8220;arquitetura do outro mundo&#8221;, a arquitetura virtual, arquitetura da informação. Esse envolvimento tem me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2011/01/relogio-do-tamanho-da-Terra.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-35" title="O relógio do tamanho da Terra" src="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2011/01/relogio-do-tamanho-da-Terra-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Profissionais, religiosos, especialistas em geral costumam formar &#8220;tribos&#8221;, com ideias elaboradas ao longo de muito tempo. Cientistas são muito bons nisso, e posso garantir porque eu mesmo sou cientista por formação. Não exerço ciência, acabei me envolvendo com uma espécie de &#8220;arquitetura do outro mundo&#8221;, a arquitetura virtual, arquitetura da informação. Esse envolvimento tem me mostrado como estão distantes o arquiteto virtual, o mestre de obras virtual e o pedreiro virtual.</p>
<p><span id="more-34"></span>Por enquanto não vou detalhar essas ideias, hoje só farei o papel do &#8220;cientista&#8221; explicando como ele vê a importância relativa do ser humano no universo, de uma das maneiras como o vemos.</p>
<p>Para começo de conversa &#8211; e procurando não ser formal -, cientistas observam, observam muito mesmo, o ambiente, procurando estruturas e descrições funcionais, depois formulam teorias. Se essas teorias forem coerentes, comprovadas por experimentos e bem apresentadas, podem passar ao status de conhecimento científico.</p>
<p>O conhecimento científico costuma demorar muitos anos até chegar ao público em geral, o mais das vezes de maneira parcial e simplificada. Problemas de compreensão acontecem quando as pessoas tentam ligar as próprias observações de vida e o que chega a elas de &#8220;conhecimento científico&#8221;, através de reportagens, artigos, programas de tv, sites de internet&#8230;</p>
<p>Alguns exemplos: muita gente fica com a impressão de que o ser humano existe há muito tempo, de que sua presença, dos animais, das plantas, de tudo quanto existe na Terra é muito importante para o Universo. Realmente o é, mas não da maneira como se tende a imaginar.</p>
<p>Aqui abro parênteses, lembrando que há pessoas e pessoas, percepções e talentos desenvolvidos de maneiras as mais diferentes. Mas isto não faz muita diferença nas imagens internas de ambiente, mundo e universo formadas pelas pessoas.</p>
<p>Mesmo tendo formação científica (sou bacharel em Física), ao pensar na &#8220;história do universo&#8221; de maneira condensada, imagino um possível big bang bem rápido, no contexto de um universo que talvez esteja se contraindo e expandindo ciclicamente, uma Terra que se formou e logo estava ocupada por dinossauros quase convivendo com seres humanos, tudo num quadro de tempo difuso e sem dimensões claras.</p>
<p>Meu objetivo agora é mostrar um &#8220;relógio universal&#8221;, uma idealização que dá boas noções da grandeza e das proporções de coisas normalmente fora do alcance da compreensão.</p>
<p>Penso neste &#8220;relógio universal&#8221; como um grande relógio analógico, com a mesma circunferência da Terra e com um único ponteiro que vai se deslocando muuuito lentamente: um milímetro por ano. O &#8220;momento zero&#8221; do big bang é um conceito bem difícil de definir e determinar, mas nessa nossa historinha o ponteiro do relógio universal estaria na posição que corresponde ao polo norte terrestre naquele &#8220;momento zero&#8221;.</p>
<p><a href="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2011/01/relogio-do-tamanho-da-Terra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-35" title="O relógio do tamanho da Terra" src="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2011/01/relogio-do-tamanho-da-Terra.jpg" alt="" width="520" height="440" /></a><br />
<em>Nosso relógio imaginário é grande, mas lento: o &#8220;ponteiro&#8221; anda 1 mm por ano<br />
<small>Foto: NASA</small></em><br />
Pela lógica, temos que imaginar este relógio em um &#8220;universo paralelo&#8221; que já existisse antes do nosso &#8220;big bang&#8221;, mas podemos também imaginá-lo trazido agora para nosso universo e aplicado sobre um meridiano da Terra. Observando onde o ponteiro esteve durante a história do universo, da via láctea, do sistema solar e da Terra, é possível entender um pouco mais as proporções das eras e da história humana.</p>
<p>Para finalizar a apresentação do nosso grande relógio, vamos dar uma olhada no local onde o ponteiro estaria agora (e se movendo a um milímetro por ano&#8230;). Para dar a volta completa no &#8220;relógio&#8221;, o ponteiro levaria 40 bilhões de anos, e o tempo transcorrido desde o big bang seria uns 15 bilhões de anos.</p>
<p>Então, aplicando nosso relógio de modo a concidir com a América do Sul, ao longo de um meridiano que passe a uns 70 graus de longitude oeste, o ponteiro estaria a uns 45 graus de latitude sul, ou seja, em algum lugar da província argentina de Chubut &#8211; perto da cidade de Comodoro Rivadavia. Seguindo no nosso experimento mental, vamos supor que conseguimos localizar o ponteiro&#8230;</p>
<p>Ali está ele: a existência da quase totalidade das pessoas hoje vivas pode ser resumida em menos de 10 centímetros. Quando Pedro Alvares Cabral e Cristóvão Colombo faziam suas descobertas o ponteiro estava a cerca de meio metro de onde está agora. Se calhasse de o ponteiro estar passado por dentro de uma casa, ele hoje estaria no mesmo quarto em que estava quando Jesus Cristo andou pela Terra, pois 2 mil anos equivalem a 2 metros nesse super relógio.</p>
<p>As civilizações mais antigas, como a chinesa, estariam a uns 5 metros, e a posição do ponteiro quando o ser humano começou a se diferenciar como tal estaria a uns 100 ou 200 metros (100 a 200 mil anos). Para chegar à época em que os dinossauros ainda existiam, teríamos que fazer uma pequena viagem, de pelo menos uns 60 quilômetros: o ponteiro estava lá há 60 milhões de anos.</p>
<p>Assim fica bem claro que o ser humano não teria tido o menor contato com os dinos. Vamos fazer uma viagem um pouco maior, só para conhecer um pouco mais do nosso universo demarcado por este relógio. Chegando ao equador terrestre ele marca a época em que a própria Terra começou a existir. Há coisa de 5 bilhões de anos o universo já tinha uns 10 bilhões e em 10 bilhões de anos nosso ponteiro andaria do polo norte até o equador.</p>
<p>E o big bang? Ainda que imaginemos que ele tenha ocorrido num tempo muito curto, parece natural a &#8220;explosão&#8221; tenha durado pelo menos alguns milhões de anos, ou seja, nosso ponteiro andou centenas de quilômetros enquanto ocorria um &#8220;baang&#8221; &#8211; bem mais longo que o que pensávamos.</p>
<p>PS 1 &#8211; um amigo me perguntou sobre como ficaria o criacionismo dentro deste quadro. Minha meta compreensão, ou seja, minha compreensão sobre a compreensão humana, indica que temos tamanhas limitações que ele pode muito bem ter ocorrido. A dificuldade que encontramos nesse caso é explicar por que teria Deus construído tudo em 10 mil anos e se dado ao trabalho de &#8220;plantar&#8221; tantas evidências verificáveis de que o universo se desenvolveu ao longo de bilhões de anos.</p>
<p>PS 2 &#8211; o que podemos dizer sobre vida extraterrestre? Essa foi outra pergunta que me intrigou e da qual pretendo tratar em breve.</p>
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		<title>Como melhorar a eficiência da sua comunicação em 20%</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 16:49:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Conhecimento é hoje um importante patrimônio e, como todo patrimônio, sujeito a leis que podem tornar seus detentores &#8220;pobres&#8221; ou &#8220;ricos&#8221;. E, tal como o dinheiro, a circulação do conhecimento precisa de velocidade e eficiência. Explico: ao utilizar um certo número de unidades de informação para transmitir ou receber dados, se a linguagem utilizada é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conhecimento é hoje um importante patrimônio e, como todo patrimônio, sujeito a leis que podem tornar seus detentores &#8220;pobres&#8221; ou &#8220;ricos&#8221;. E, tal como o dinheiro, a circulação do conhecimento precisa de velocidade e eficiência.</p>
<p><span id="more-27"></span>Explico: ao utilizar um certo número de unidades de informação para transmitir ou receber dados, se a linguagem utilizada é mais eficiente, conseguirá concentrar mais conhecimento em menos palavras. Portanto, está melhor quem consegue obter &#8220;mais&#8221; conhecimento com &#8220;menos&#8221; palavras.</p>
<p>Em algum tempo trabalhando com tradução, pude observar uma tendência sistemática do texto em inglês se tornar aproximadamente 20% maior quando passado para o português. Minhas áreas de atuação foram quase sempre técnicas, o que de antemão não me permite afirmar que qualquer tipo de texto vai ficar maior.</p>
<p>Ainda assim, com a amplitude de aplicação da tecnologia na atualidade, acredito que há um sensível incremento na eficiência da comunicação ao usar o inglês. Este idioma se aproximou, na prática, do ideal de Zamenhof ao criar o Esperanto. O acesso às fontes é quase sempre garantido para quem entende inglês.</p>
<p><strong>Short answer: learn English!</strong></p>
<p>Uma tentação para quem ainda não chegou a este ponto é a tecnologia de tradução automática (exemplo: http://translate.google.com/ ). É quase certo que esta tecnologia se aproxime rapidamente da habilidade de um tradutor humano; afinal, os seres humanos levaram 100 mil anos para chegar ao que são hoje, e os computadores existem há poucas dezenas de anos. E a tecnologia ainda não chegou lá, pelo menos comercialmente, dada a dificuldade de representar contextos de modo que os computadores &#8220;entendam&#8221;.</p>
<p>Quem domina o inglês pelo menos suficientemente bem para receber informações atualizadas e estudar na própria área de atuação tem vantagem competitiva. Além do mais, atrevo-me a extrapolar o raciocínio da eficiência da comunicação para a capacidade de armazenagem do cérebro: será possível armazenar mais informações em menos espaço?</p>
<p>O que é preciso para &#8220;aprender inglês&#8221;? O professor Michael Jacobs afirma <a href="http://www.englishexperts.com.br/2006/11/19/quanto-tempo-e-necessario-para-aprender-ingles/" target="_blank">neste artigo</a> que &#8220;qualquer pessoa pode aprender inglês em 1.200 horas de estudo&#8221;. Isto quer dizer 8 anos para quem estuda 1 hora e meia, duas vezes por semana. Mas também quer dizer 2 anos para quem tem contato e aplica o idioma 2 horas por dia.</p>
<p>Observe que não estamos falando em fazer cursos, mas em ter estudar e ter contato com o idioma. Quem viaja ao exterior e trabalha ou estuda terá talvez de 8 a 10 horas diárias de contato com o idioma, em 3 meses aprenderá o que um aluno de um bom curso de idiomas aprende em alguns anos.</p>
<p><strong>Estudo autodidata</strong></p>
<p>Quem estuda por conta própria sem sair do país e tem tempo disponível tinha apenas parte do que era necessário, até algum tempo atrás. Em outubro de 2006 Alessandro Brandão, estudante de Informática e Administração transformou seu hobby em um blog, o <a href="http://www.englishexperts.com.br/" target="_blank">English Experts</a>. Outras pessoas gostaram da idéia e o EE foi crescendo, tornou-se um grande ponto de encontro, vivo e dinâmico, onde é possível encontrar dicas, respostas e idéias para um aprendizado natural, talvez não tão bom quanto uma estada num país de língua inglesa mas certamente bem melhor do que uma ou duas aulas semanais.</p>
<p>E o EE acumulou alguns números impressionantes: 700 artigos, 2.500 participantes no fórum, 26.000 assinantes entre RSS e email. O meu trabalho me obriga a contactar estrangeiros, falantes nativos ou não do inglês, e uma das melhores ferramentas que achei para manter e melhorar a conversa foi o site do Alessandro. Pelo menos duas ou três vezes por dia me supreendo abrindo o prático tradutor e aproveitando para olhar um ou outro assunto, praticar mais um pouco&#8230;</p>
<p>Aconselho enfaticamente a quem precisa aprender e praticar o inglês sem sair do Brasil a acrescentar o English Experts nas suas referências. Para começar, experimente <a href="http://www.englishexperts.com.br/2007/05/29/autodidata-em-ingles-parte-i/" target="_blank">esta pequena série sobre o estudo autodidata do inglês</a>, e bom proveito!</p>
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		<title>O que o Google está fazendo com nossos cérebros?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 12:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desempenho mental]]></category>
		<category><![CDATA[Plasticidade cerebral]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro estudo a procurar determinar o impacto da pesquisa na internet, amplamente dominada pelo Google, sobre o desempenho cerebral, concluiu que ocorrem diferenças na maneira de funcionar do cérebro de pessoas adultas e idosas habituadas à pesquisa na internet em relação às pessoas sem este hábito. O chefe da pesquisa, Dr. Gary Small (Universidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro estudo a procurar determinar o impacto da pesquisa na internet, amplamente dominada pelo Google, sobre o desempenho cerebral, concluiu que ocorrem diferenças na maneira de funcionar do cérebro de pessoas adultas e idosas habituadas à pesquisa na internet em relação às pessoas sem este hábito.</p>
<p><span id="more-1"></span>O chefe da pesquisa, Dr. Gary Small (Universidade da Califórnia, EUA), já tinha determinado anteriormente a existência de uma diferença funcional entre os cérebros de adultos de mais idade e os nascidos na &#8220;era da Internet&#8221;, que ele chama respectivamente de &#8220;imigrantes digitais&#8221; e &#8220;nativos digitais&#8221;.</p>
<p><strong>Idosos mais espertos?&#8230;</strong></p>
<p>A pesquisa foi feita comparando a atividade cerebral em 24 indivíduos com idade entre 55 e 76 anos. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, de habituados e de não-habituados à pesquisa na internet. Primeiro foram observados os padrões cerebrais durante a leitura de um livro. Ambos os grupos tiveram o mesmo resultado, com uso das regiões que controlam a linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.</p>
<p>Na etapa seguinte, foram feitas observações durante pesquisas na internet. O grupo de &#8220;novatos&#8221; na pesquisa teve padrões similares aos da leitura de um livro, mas o grupo de usuários habituais de mecanismos de busca usaram regiões do cérebro que se encarregam de tomada de decisões e raciocínios complexos.</p>
<p><center><a href="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2008/11/compara.jpg"><img src="http://cerebroeciencia.encontrar.com.br/wp-content/uploads/2008/11/compara.jpg" alt="" title="Ressonância magnética mostrando a diferença entre os grupos" width="500" height="226" class="aligncenter size-full wp-image-25" /></a><br />
<small>Imagens de ressonância magnética funcional (functional magnetic resonance imaging &#8211; fMRI)</small></center><br />
O objetivo do estudo foi comprovar a possibilidade de manter e melhorar o funcionamento do cérebro em idosos, mas esta conclusão tem relação com a Plasticidade Cerebral, uma propriedade do cérebro de se adequar aos estímulos, propriedade que permanece durante toda a vida e não apenas em pessoas bem jovens.</p>
<p>Detalhes sobre o estudo estão no livro &#8220;iBrain: Surviving the Technological Alteration of the Modern Mind&#8221;. Se você estuda o assunto e entende inglês, pode comprar o livro na Amazon:<br />
<center><br />
<iframe src="http://rcm.amazon.com/e/cm?t=encontrar-20&#038;o=1&#038;p=8&#038;l=as1&#038;asins=0061340332&#038;fc1=000000&#038;IS2=1&#038;lt1=_blank&#038;m=amazon&#038;lc1=0000FF&#038;bc1=000000&#038;bg1=FFFFFF&#038;f=ifr" style="width:120px;height:240px;" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0"></iframe><br />
</center><br />
<strong>&#8230;ou todos mais &#8220;estúpidos&#8221;?</strong></p>
<p>Existem diferentes opiniões publicadas sobre o que pode estar ocorrendo. Em uma delas, o autor Nicholas Carr questiona se o Google estará nos tornando &#8220;estúpidos&#8221;, a partir de observações em si próprio. Anteriormente capaz de longas leituras concentradas, Nicholas declara não ser mais capaz de seguir uma linha de raciocínio e realmente se concentrar em uma leitura por mais de duas ou três páginas &#8211; o que antes achava fácil.</p>
<p>Ele compara com o que aconteceu a Friedrich Nietzsche em 1882, quando a diminuição da visão foi compensada pelo uso de uma máquina de escrever, que depois de dominada permitia que ele escrevesse de olhos fechados. Um compositor gráfico amigo de Nietzsche comentou que seu texto tinha se tornado mais tenso, mais &#8220;telegráfico&#8221;.</p>
<p>O autor menciona ainda o que interpreta como sendo uma &#8220;reprogramação&#8221; de circuitos neurais e citando Marshall McLuhan, que dizia que a mídia não consiste em canais passivos de informação: ela provê o conteúdo do pensamento, mas também modela o processo de pensamento.</p>
<p>O estudo da Universidade da Califórnia chama mais a atenção para o benefício da &#8220;ginástica cerebral&#8221; para idosos, através do uso dos mecanismos de busca.</p>
<p>Sem dúvida ambas as interpretações são possíveis, e talvez o tempo mostre uma convergência: nem tanto ao mar, nem tanto à terra&#8230;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p><a href="http://www.comvidaaprender.com.br/curso-plasticidade-cerebral/" target="_blank">Plasticidade Cerebral &#8211; Curso em Belo Horizonte, 28 e 29/11/2008</a></p>
<p>http://www.comvidaaprender.com.br/curso-plasticidade-cerebral/</p>
<p>UCLA study finds that searching the Internet increases brain function</p>
<p>http://www.uclahealth.org/body.cfm?id=403&#038;action=detail&#038;ref=1100</p>
<p>Is Google Making Us Stupid?<br />
Nicholas Carr</p>
<p>http://www.theatlantic.com/doc/200807/google</p>
<p>Are Our Brains Becoming &#8220;Googlized?&#8221;&#8230;</p>
<p>http://lo.karloba.at/postcomments-tid-5197.htm</p>
<p>Como aprender inglês sozinho</p>
<p>http://www.englishexperts.com.br/2007/05/29/autodidata-em-ingles-parte-i/</p>
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